Articulação de Tiquinho Nogueira une base rachada e garante favoritismo na eleição da Mesa Diretora, corrigindo os erros políticos do atual prefeito de Itapetinga.

Tiquinho vai conseguir consertar a bagunça de Eduardo Hagge na Câmara de Vereadores
Prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB) e o vereador Tiquinho Nogueira (PSD).

A política em Itapetinga aquece sem a tradicional batata quente nas mãos. E a próxima quinta-feira, 25 de junho, promete ser o dia do xeque-mate na Câmara Municipal. A eleição para a nova Mesa Diretora (biênio 2027/2028) foi antecipada, e todos os caminhos levam a um único nome para a presidência: o vereador governista Tiquinho Nogueira (PSD). Se vencer, ele seguirá os passos do tio-avô, Américo Nogueira, escrevendo mais um capítulo da família na liderança do legislativo.

Mas a grande ironia dessa história é como Tiquinho chegou até aqui. Ele precisou fazer exatamente o que o prefeito Eduardo Hagge (MDB) demonstrou não ter competência para realizar: unir as pessoas.

Para quem não acompanhou os bastidores, o prefeito Eduardo Hagge preferiu o confronto em vez do diálogo. Ao tentar forçar a eleição de seu candidato de preferência, Luciano Almeida (MDB), Eduardo acabou implodindo a sua própria base aliada. E o pior: comprou briga com os vereadores do seu próprio partido.

Vereadores antecipam eleição a presidente da Câmara de Itapetinga; Tiquinho é o favorito 

O resultado dessa falta de jogo de cintura foi uma 'bagunça' generalizada e um racha precoce na base, antes mesmo de o prefeito conseguir governar com tranquilidade, mostrando pouco apreço por quem deveria ser aliado.

Enquanto o prefeito criava o problema, Tiquinho Nogueira que até então enfrentava certa rejeição entre os colegas agiu com neutralidade na crise. Ele corrigiu a rota desastrosa de Eduardo Hagge e começou a costurar acordos com a base rebelada.

Para garantir o favoritismo, Tiquinho foi buscar o apoio de vereadores do MDB que estavam profundamente descontentes com a administração municipal: Valquirão, Telê e Peto. Unindo esse grupo aos votos já garantidos de Valdeir Chagas (PSD) e Sibele Nery (PT), além do seu próprio voto, o candidato consolidou uma base sólida de 6 votos.

A matemática do poder é simples. Com a articulação avançada, o grupo levou o cenário desenhado ao prefeito, precisando de apenas mais 2 nomes para alcançar os 8 votos necessários para garantir a vitória na Câmara, que conta com 15 vereadores no total.

A provável vitória de Tiquinho Nogueira surge como uma redenção para os erros políticos primários cometidos pelo prefeito e seus aliados próximos desde o início do mandato. Tiquinho conseguiu o que parecia impossível: quebrar o gelo em uma barreira que muitos julgavam intransponível.

Porém, isso não significa que os vereadores descontentes agora são melhores amigos do prefeito Eduardo Hagge ou que vão aderir cegamente ao governo. Mas, sem dúvidas, a habilidade de Tiquinho em limpar a bagunça do Executivo dá um novo fôlego à política local e mostra que, no legislativo, quem não sabe dialogar acaba assistindo o jogo do banco de reservas.