Bastidores aquecidos: articulação sem interferência do prefeito une governo e oposição, abrindo caminho para o favoritismo do vereador Tiquinho Nogueira.
![]() |
| Vereador de Itapetinga Tiquinho Nogueira (PSD). |
O cenário político na Câmara Municipal de Itapetinga sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (17). Em decisão unânime, o plenário surpreendeu ao aprovar a antecipação da eleição para a Mesa Diretora do biênio 2027/2028. Com aprovação de Edital, a votação que definirá o futuro do chefe do legislativo foi marcada para a próxima quinta-feira, dia 25 de junho, logo após o feriado de São João.
A manobra é o resultado de intensas articulações de bastidores que consolidaram o favoritismo do vereador governista Tiquinho Nogueira (PSD) para assumir a presidência da Casa.
Desta vez, o segredo para o consenso foi a distância. A antecipação e a pacificação dos blocos só foram possíveis porque o Poder Executivo optou por não interferir diretamente nas negociações.
Ao deixar os aliados do prefeito Eduardo Hagge (MDB) fora dos acordos internos da Câmara, abriu-se um canal de diálogo com parlamentares que haviam se afastado da base governista. Esse distanciamento havia sido provocado por desavenças na última eleição interna, que acabou elegendo o vereador Luciano Almeida (MDB) chefe do Legislativo, mas deixou um rastro de brigas e rachas dentro do próprio MDB.
Presidência de Luciano implode base aliada na Câmara e obriga prefeito a barganhar com vereadores derrotados
Na prática, a neutralidade atual corrige os erros da disputa anterior, quando o "dedo" do prefeito na eleição da Câmara gerou atritos na base.
Livre das amarras do Executivo, Tiquinho Nogueira agiu rápido e conseguiu atrair o apoio de três nomes de peso do MDB: os vereadores Valquírio Lima (o Valquirão), Telê e Peto. Com essa aliança, foi desenhada uma Mesa Diretora de coalizão.
A conta política de Tiquinho para garantir a vitória está praticamente fechada:
O bloco inicial: Além dos três emedebistas, Tiquinho já contava com o apoio dos vereadores Sibele Nery (PT) e Valdeir Chagas (PDT).
O aval do prefeito: Para completar a costura, o prefeito Eduardo Hagge deve chancelar o acordo, trazendo consigo os votos dos vereadores Pastor Evandro (MDB), Pastor Jean Doriel (PL) e Anderson da Nova (União Brasil).
Nos bastidores, a expectativa é que, até o dia 25, os demais vereadores que ainda demonstram insatisfação acabem aderindo à chapa por gravidade ou após uma nova rodada de conversas.
Embora o nome de Tiquinho Nogueira para a presidência seja dado como consensual, a composição dos demais cargos vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário ainda segue em disputa. Segundo fontes internas da Câmara, a tendência é que essas vagas sejam distribuídas entre os primeiros aliados que fecharam o acordo, como forma de recompensar a lealdade na largada das negociações.

Social Plugin