Governador da Bahia reforça aliança em Itapetinga, convoca a líder opositora Cida Moura e divide protagonismo com o prefeito Eduardo Hagge para evitar surpresa nas urnas contra ACM Neto.
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| Convite a líder opositora de Itapetinga é evita surpresa desagradável na luta pela reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), que não que apostar só no atual prefeito. |
Quem esteve no Clube Social ITC de Itapetinga, no último domingo, 14/06, presenciou um verdadeiro milagre da multiplicação... de aliados. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) resolveu que o ditado "quem tem um não tem nenhum" se aplica perfeitamente à política local. Diante de uma plateia composta por representantes de 13 municípios da região, o governador promoveu um daqueles casamentos forçados que só o pragmatismo eleitoral é capaz de abençoar.
A grande estrela do evento, além do próprio governador, foi o convite estratégico enviado à líder da oposição local, Cida Moura (PSD). Para bom entendedor, meia palavra basta; para o bom político, um convite desses é um grito de socorro.
Vamos aos fatos: o atual prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB), se elegeu batendo no peito com o discurso da oposição aos governos petistas. Bastou sentar na cadeira da prefeitura para descobrir que o amor ao governo estadual é uma virtude que floresce rapidamente. Eduardo se alinhou a Jerônimo, mas a dúvida que não quer calar nos bastidores é: ele consegue carregar os votos da cidade para a chapa petista (Presidente, Governador e Senadores)?
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A verdade nua e crua é que a força política de Eduardo tem nome, sobrenome e parentesco: seu sobrinho, Rodrigo Hagge (PSDB). O ex-prefeito é quem realmente detém o capital político que elegeu o tio. Eduardo, por si só, governa com a máquina pública, mas na hora de pedir votos para o PT, o estoque parece meio vazio.
É aí que entra Cida Moura. Derrotada nas urnas por Eduardo em uma disputa acirrada, Cida saiu do pleito com respeitáveis 17 mil votos na bagagem. Ela é a "petista raiz" da cidade. Enquanto o prefeito atual oferece os votos burocráticos dos aliados da máquina, Cida oferece o voto de coração, aquele que Jerônimo tanto precisa.
No Raio-X do Palanque de Itapetinga: Eduardo Hagge (MDB) é o prefeito neo-aliado, com a máquina na mão, mas as raízes fincadas no carlismo. E Cida Moura (PSD) é a oposição que o governador ama, com 17 mil votos legítimos de esquerda no bolso.
O motivo de tanta generosidade de Jerônimo ao juntar água e óleo no mesmo palco atende pelo nome de ACM Neto. Pesquisas internas acenderam o sinal amarelo no Palácio de Ondina: a distância entre o governador e seu principal adversário em Itapetinga é desconfortavelmente curta. ACM Neto continua forte na região, e Jerônimo sabe que apostar todas as suas fichas em uma "carta única" como Eduardo Hagge seria um blefe perigoso.
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Ao colocar Eduardo e Cida no mesmo palanque, o governador não quer apenas somar forças; ele quer amarrar o voto de Itapetinga para não ter surpresas em outubro. Resta saber se, até lá, esse palanque duplo vai aguentar o peso de tanta "amizade" repentina.

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