Enquanto famílias choram seus mortos, gestão municipal taxa o luto com reajustes de até 500% e ameaça retirar restos mortais por falta de pagamento.
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| Foto criada por IA: retrata as taxas abusivas de sepultamentos cobradas pela administração do prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB). |
Se viver em Itapetinga tem sido um desafio diante das dificuldades econômicas, morrer tornou-se um luxo inacessível. Desde que assumiu a Prefeitura em janeiro de 2025, o prefeito Eduardo Hagge (MDB) vem acumulando um desgaste político sem precedentes. Através de uma série de decisões erráticas e impopulares, o gestor atingiu o ápice da insensibilidade ao taxar o luto com valores que sufocam a população trabalhadora e mais pobre.
A crueldade dos números revela um abismo financeiro criado em apenas quatro meses de governo. Ao comparar com as taxas praticadas em 2024, na gestão do ex-prefeito Rodrigo Hagge (PSDB), sobrinho do atual gestor, o aumento é assustador:
Sepultamento em túmulo individual: O que custava R$ 300,00 no ano passado, saltou para R$ 1.500,00 (aumento de 400%).
Sepultamento em cova rasa: A taxa que era de apenas R$ 50,00 pulou para R$ 200,00 (reajuste de 300%).
Em alguns serviços, o impacto chega a 500% de reajuste, uma conta amarga que recai sobre os ombros de familiares que, em meio à dor da perda, precisam bancar valores astronômicos para garantir um enterro digno.
A medida não apenas esvazia o bolso do cidadão, mas amplia a crise política de Eduardo Hagge. Cada sepultamento realizado em Itapetinga tem se transformado em um novo foco de ataque à gestão municipal. Famílias revoltadas com o "imposto da morte" utilizam o momento da despedida para denunciar o descaso.
Taxação de ‘mortos’ em Itapetinga empareda prefeito Eduardo Hagge nas redes sociais
A imagem do governo, já fragilizada por escolhas administrativas equivocadas desde o início do seu governo municipal, desmorona a cada novo boleto de taxa cemiterial emitido. A população não perdoa: o sentimento é de que a Prefeitura está lucrando sobre o túmulo dos itapetinguenses.
O Decreto nº 231/2025 cria ainda a "taxa extra" anual de 50% do valor contratual para que os restos mortais permaneçam no túmulo. Na prática, o governo municipal instituiu um aluguel para os mortos. O desespero toma conta da cidade com a ameaça real de ver entes queridos exumados por falta de pagamento do DAM (Documento de Arrecadação Municipal).
Enquanto o povo grita por socorro, a Câmara de Vereadores de Itapetinga se mantém em um silêncio vergonhoso. Muitos parlamentares preferem não reagir para não perderem seus "benefícios" e cargos indicados na prefeitura. Ao se acovardarem, priorizam a manutenção de seus correligionários em cargos públicos, enquanto as famílias são obrigadas a escolher entre se endividar ou pagar as taxas abusivas do prefeito Eduardo Hagge para não terem seus mortos retirados das covas à força.
A Prefeitura de Itapetinga tenta se justificar alegando que os valores não eram atualizados desde 2006 (Decreto nº 230/2025). No entanto, o salto estratosférico em comparação a 2024 mostra que não se trata de correção, mas de arrecadação agressiva.
Em Itapetinga, a dignidade humana foi enterrada. Hoje, o luto na cidade não traz apenas tristeza, traz a humilhação de uma gestão que cobra caro pelo último suspiro de seus cidadãos.

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