Em Itapetinga, Lula é absoluto; Rodrigo Hagge e Antônio Brito são os preferidos; ACM Neto e Jerônimo acirram

Em mais uma pesquisa interna realizado no fim de janeiro, o cenário eleitoral em Itapetinga se mantém no mesmo. 

Em Itapetinga, Lula é absoluto; Rodrigo Hagge e Antônio Brito são os preferidos; ACM Neto e Jerônimo acirram
De acordo com novo levantamento, a tendência é que Lula repita vitória de 2022 em Itapetinga.

Dizem que o tempo não para, mas em Itapetinga ele parece ter decidido tirar uma soneca na praça. O novo levantamento eleitoral interno encomendado por uma legenda governista estadual, no fim de janeiro, revela um cenário que é o puro suco do déjà-vu: nada mudou desde o final do ano passado. Para quem esperava grande mudanças na virada de ano, a política local entregou o conforto de uma reprise de 2025.

Na "Capital do Gado Forte e Terra Firme", quem segue mandando é o presidente Lula (PT). Enquanto o líder petista reina absoluto na preferência, a direita local parece ter trocado o berrante pela mudez. A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o "filho 01" do ex-presidente Jair Bolsonaro que hoje cumpre agenda no Complexo da Papuda, simplesmente não empolga. O eleitorado bolsonarista de Itapetinga, outrora fervoroso, parece estar sofrendo de uma severa desidratação política.

No palco das disputas estaduais, o "sangue azul" da política local fala mais alto. O ex-prefeito Rodrigo Hagge (atualmente sem partido) caminha com o prestígio de quem carrega o sobrenome no RG e dois mandatos no currículo pela concorrida vaga de deputado estadual. Do outro lado, o petista Rosemberg Pinto vive o drama do declínio: os números sugerem que ele corre o risco de passar um vexame histórico nas urnas de Itapetinga, sentindo o bafo no pescoço do colega de partido, o vereador conquistense Xandó.

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Enquanto isso, os candidatos à estadual do atual prefeito Eduardo Hagge, o Carlinhos Sobral (MDB) e deputado estadual Niltinho (PP) tenta pegar no tranco. O resultado? Um silêncio ensurdecedor das urnas imaginárias. Ambos gozam do anonimato absoluto perante o eleitor, provando que nem todo padrinho consegue operar o milagre do reconhecimento.

Para Deputado Federal, a situação beira o tédio: Antônio Brito (PSD) é quase uma candidatura única no seio popular. Distante dele, o candidato do prefeito de Itapetinga, o Jayme Vieira Lima (MDB), esse amarga o limbo dos "esquecidos".

O toque surreal da pesquisa fica por conta de Geddel Vieira Lima. Mesmo inelegível e carimbado pelo folclore dos R$ 51 milhões em malas, o emedebista ainda é citado por saudosistas. É a prova de que, na política baiana, nem o dinheiro vivo morre no coração de alguns.

Se o resto é marasmo, a disputa pelo Governo da Bahia é um eletrocardiograma de dar inveja. Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) protagonizam uma briga de foice no escuro. É o puro suco da gangorra: um dia o petista sobe, no outro o "Malvadeza Neto" desce, consolidando um empate técnico que promete transformar a cidade em um campo de batalha até o último voto.

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No que diz respeito ao Senado, o sentimento do itapetinguense é de profundo "tanto faz". Rui Costa (PT) lidera por inércia, seguido por um João Roma (PL) que tenta herdar o espólio bolsonarista, com Jaques Wagner (PT) logo atrás. Mudanças? Nenhuma. Emoção? Menos ainda.

Enfim: Para os novatos e para a "turma dos desconhecidos", o aviso é claro: ou começam a gastar a sola do sapato agora, ou continuarão sendo apenas números invisíveis em uma planilha que o povo de Itapetinga insiste em não ler.

É os desconhecidos, é vida que segue...