Promessas não cumpridas e avanço do PT na gestão municipal isola vereadora e asfixiam seu curral eleitoral.
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| Vereadora Manu Brandão (MDB), sofre com decisões politicas tomada no calor das promessas da gestão do prefeito Eduardo Hagge (MDB). |
A vereadora Manu Brandão (MDB) vive o momento mais crítico de sua trajetória política em Itapetinga. Herdeira do capital assistencialista do pai, o ex-vereador Chico Ferro Velho, Manu vê sua principal base de sustentação desmoronar após trocar o apoio garantido da Fundação José Silveira por promessas da gestão do prefeito Eduardo Hagge, o "Tiozão".
O isolamento da vereadora começou após um acordo articulado pelo secretário de Governo, Geraldo Trindade (MDB), com aval de Eduardo Hagge. Para garantir a lealdade de Manu ao candidato do prefeito, Jayme Vieira Lima (MDB), e forçar o rompimento dela com o deputado federal Antônio Brito (PSD), foi oferecido à parlamentar o controle da Central de Marcação de Exames de Itapetinga (CDM).
Ao aceitar a proposta, Manu perdeu o acesso direto aos serviços da Fundação hospitalar comandada por Brito, os "ovos de ouro" que garantiam exames e cirurgias, e outros benefícios aos seus eleitores. O resultado é visível: seu gabinete, antes lotado, hoje "anda às moscas".
Vereadora Manu Brandão deve se dar mal após jogo duplo entre Brito e Jayme
O que parecia um trunfo político virou um pesadelo. Fontes ligadas à Secretaria de Governo revelam que Trindade omitiu o real estado do CDM, que atravessa a pior crise de sua história. Com exames simples levando semanas para serem marcados, Manu ficou sem a Fundação e com uma máquina pública travada nas mãos.
Para piorar o cenário, a vereadora sofreu um novo golpe estratégico:
O Acordo com Rosemberg: O prefeito Eduardo Hagge intensificou a aliança com o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).
A Entrega da Assistência Social: A Secretaria de Desenvolvimento Social, pasta que Manu já comandou e que é considerada uma verdadeira "máquina eleitoral" será entregue à vereadora Sibele Nery (PT).
Em pleno ano eleitoral, Manu Brandão encontra-se "emparedada". De um lado, o CDM colapsado não atende às demandas de sua base; do outro, vê uma colega de parlamento assumir a pasta que seria sua vitrine natural. Entre promessas furadas e o avanço petista na gestão municipal, a "fiel escudeira" de Tiozão hoje amarga o gosto do anonimato assistencial e a incerteza de seu futuro político. Tudo, por acreditar nas promessas do prefeito Eduardo Hagge.

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