Entre o gosto do desinfetante e o cheiro da pólvora, o bolsonarismo tenta criar cortinas de fumaça para esconder os esqueletos que saem do armário da família Bolsonaro.
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| Bolsonarista abre o teatro das insanidades como cortina de fumaça para proteger o clã Bolsonaro. |
Se você achou que o auge do folclore político brasileiro tinha sido a oração para pneus, o choro pelo "patriota do caminhão" ou o sinal de luz para extraterrestres em frente aos quartéis, prepare o estômago (literalmente).
O roteirista do bolsonarismo, aparentemente em crise criativa ou sob efeito de substâncias não recomendadas pela Anvisa, decidiu lançar a nova temporada de insanidades.
Agora, o cardápio inclui degustação de detergente contaminado e o uso do Fundo de Garantia para transformar o trabalhador em um "Rambo" de orçamento apertado.
A mais recente demonstração de "patriotismo químico" surgiu como uma tentativa desesperada de criar uma ‘cortina de fumaça’ para salvar o senador Flávio Bolsonaro de mais uma fritura pública.
Com o "Caso Master" batendo à porta e a Polícia Federal destrinchando o esquemão de Vorcaro, a ordem no QG da direita foi clara: criem um escândalo tão idiota que ninguém consiga olhar para as investigações.
Acredite! Eles levaram a sério.
Ao verem a Anvisa suspender lotes de detergente por contaminação bacteriana, os fiéis seguidores decidiram que a melhor forma de protestar contra a "ditadura sanitária" era... beber o produto.
Sim, chegamos ao ponto em que o ódio a Lula é medido em mililitros de sabão líquido ingeridos.
Mas não para por aí.
Como o detergente não limpou a barra de Flávio nas redes sociais, a bancada da bala decidiu inovar no "populismo bélico".
PEC da Bandidagem: Centrão e Bolsonaristas mostram que suas piscinas estão cheias de ratos
Em uma resposta birrenta ao programa Desenrola 2.0 do governo Lula que ajuda o povo a pagar dívidas de consumo e limpar o nome, os deputados federais bolsonaristas estão discutindo em Comissão na Câmara dos Deputados, a PL 3824/2025.
A ideia? Permitir que o trabalhador saque seu suado FGTS não para reformar a casa ou pagar suas dívidas, mas para comprar uma arma e umas caixas de munição.
É o "Desenrola Bang-Bang".
Na cabeça desses parlamentares, o brasileiro de baixa renda não precisa de nome limpo no SPC; precisa é de um "oitão" na cintura.
A justificativa beira o surrealismo: dizem que o alto custo de ser um cidadão armado impede o pobre de exercer sua "liberdade".
Ou seja, o FGTS, criado para proteger o trabalhador na demissão, agora deve servir para financiar o fetiche armamentista de quem confunde segurança pública com faroeste.
Enquanto Flávio Bolsonaro tenta se equilibrar no fio da navalha das investigações da PF, seus seguidores seguem o script da alucinação coletiva.
Ontem foram os ETs, hoje é o detergente e o saque do fundo de garantia para virar atirador.
Amanhã? Talvez sugiram o uso de cloroquina como tempero de salada ou o saque do PIS para comprar tanques de guerra de segunda mão.
O que importa para essa turma não é o sentido, mas o barulho.
Afinal, no circo das bizarrices, enquanto o público olha para o palhaço bebendo sabão, os mágicos tentam fazer as provas dos crimes desaparecerem.

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