Antônio Brito está pronto para ‘devorar’ o federal do Prefeito Eduardo Hagge, diz pesquisa

Entre rachas no clã Hagge e os novos escândalos dos Vieira Lima, Antônio Brito pavimenta o caminho para uma votação histórica com dobradinha.

Deputado federal pela Bahia, Antonio Brito (PSD)

O xadrez político de Itapetinga acaba de ganhar peças novas, e elas não favorecem o atual governo municipal. Um levantamento interno recente, realizado entre os dias 7 e 8 de maio, deve acender o sinal vermelho no gabinete do prefeito Eduardo Hagge (MDB). O motivo? A aposta em Jayme Vieira Lima para deputado federal corre o risco de ser engolida pelo avanço voraz de Antônio Brito (PSD), o federal.

Historicamente, Antônio Brito já é "de casa". Nas últimas três eleições, ele manteve uma média sólida de 6 mil votos na cidade. Mas, se você acha que ele vai ficar na monotonia, os números dizem o contrário.

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A grande virada de chave atende pelo nome de Rodrigo Hagge (PSDB). O ex-prefeito, que ainda detém um capital político invejável e carrega consigo uma legião de "gabirabas" (os tradicionais eleitores do clã Hagge), fechou uma dobradinha com Brito. O resultado projetado é avassalador: a previsão é que Brito dobre sua votação, saltando para a casa próxima aos 12 mil votos.

A política, muitas vezes, é um jogo de família, e em Itapetinga o sangue ferveu. A disputa interna entre Eduardo e Rodrigo Hagge parece estar cobrando um preço mais alto do atual prefeito. Enquanto Eduardo tenta emplacar o nome indicado pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, Rodrigo levou consigo a base emocional e militante do grupo, deixando o prefeito em uma situação desconfortável com um candidato que ainda não "pegou no breu" do eleitorado local.

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Se a situação já estava difícil para Jayme Vieira Lima, o cenário nacional conseguiu azedar o que restava de esperança. Apesar de Jayme ser visto como um nome ilibado, o parentesco com Geddel Vieira Lima tornou-se um fardo pesado demais.

As recentes notícias envolvendo o nome de Geddel em supostos novos esquemas, desta vez com contornos ainda mais graves, ligando-o a organizações criminosas e fugas de detentos em Eunápolis, caíram como uma bomba. O eleitor de Itapetinga, já escaldado, parece ter ligado o sinal de alerta. O "Caso Master" e os escândalos adjacentes criaram uma barreira invisível para Jayme: ele paga o preço de um crime que não cometeu, mas que o sobrenome não deixa esquecer.

Enquanto o grupo do prefeito Eduardo Hagge tenta apagar incêndios e explicar as relações perigosas de seus padrinhos políticos, Antônio Brito assiste ao cenário de camarote, "faturando" politicamente de todos os lados: pela direita: com a estrutura e o carisma de Rodrigo Hagge. Pela esquerda: herdando os votos de opositores aos Hagge, e do eleitor moderado que foge dos escândalos.

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O banquete está servido. Se nada mudar drasticamente, a urna de Itapetinga promete entregar a Antônio Brito não apenas uma vitória, mas uma verdadeira "refeição completa" sobre as pretensões federais do atual prefeito.

Isso, se nada mudar, já que na política o mundo é feito de reveses.