Fazendo o povo de otário: 300 mil que a imprensa 'amadestrada' de Itapetinga não te conta

Enquanto o povo conta moedas, vereadores gastam R$ 20 mil por cabeça apenas para ter um pedaço de plástico no bolso; cadê os fiscais do povo que sumiram do rádio e das redes?

Fazendo o povo de otário: 300 mil que a imprensa 'amadestrada' de Itapetinga não te conta
O silêncio ensurdecedor da mídia de Itapetinga que se calar diante de um esquema para vereadores de Itapetinga terem o Cartão Combustível.

Se você, cidadão de Itapetinga, achava que a inflação estava alta, é porque ainda não viu o "milagre financeiro" que acontece entre as quatro paredes da nossa Câmara Municipal. Em apenas 64 dias, menos tempo do que leva para um feriado prolongado passar, o custo para manter os cartões de combustível dos nossos nobres vereadores saltou de módicos R$ 60 mil para astronômicos R$ 300 mil.

Um aumento de 400%! Nem o dólar, nem a gasolina, nem a cara de pau da nossa classe política cresce nessa velocidade.

Mas atenção para o detalhe que faz qualquer palhaço de circo se sentir um amador: esses R$ 300 mil NÃO SÃO PARA COMBUSTÍVEL. É isso mesmo que você leu. Esse valor é apenas para a "taxa de administração" e a "emissão" dos cartões. É o plástico mais caro do mundo! Cada um dos nossos 15 vereadores custará aos cofres públicos R$ 20 mil só para ter o privilégio de carregar um cartão com chip na carteira. O combustível em si? Ah, esse a gente paga por fora, numa recarga mensal de R$ 1.500,00 que vai somar mais de meio milhão de reais até o fim do ano.

O Silêncio dos Inocentes (e dos Bem Pagos)
O que mais estarrece não é apenas o cheiro de queimado que vem desse contrato com a tal "Master Serviços". O que realmente embrulha o estômago é o silêncio sepulcral de boa parte da imprensa local.

Onde estão os paladinos da moralidade das ondas do rádio?

Onde se meteram os blogueiros que adoram apontar o dedo para escândalos em cidades vizinhas, mas que em Itapetinga parecem ter sofrido uma laringite coletiva?

Contrato de cartão de combustível para vereadores de Itapetinga salta de R$ 60 mil para 300 mil em apenas 64 dias

A resposta é triste, mas clara: a verdade em Itapetinga tem preço. E, pelo visto, o orçamento do Legislativo está sendo muito bem utilizado para comprar esse silêncio. Enquanto o povo é feito de otário, os "formadores de opinião" se calam diante de um esquema que sangra o dinheiro público para garantir que o vereador não precise sequer pagar a taxa do seu cartão de luxo.

A Cortina de Fumaça do WhatsApp
Nas redes sociais, o jogo é ainda mais sujo. Grupos políticos de WhatsApp, antes ferramentas de informação, viraram cercadinhos de proteção. Quando surge um escândalo em Macarani, Itambé ou Maiquinique, ou outras cidades, "compartilhar" ferve! Mas quando o assunto é o contrato de R$ 300 mil do Sr. Antônio Ferraz Silva Neto, presidente da Câmara Municipal de Itapetinga, o sistema trava. O link não carrega, a crítica não sobe e o assunto morre entre figurinhas de "bom dia".

É a política do "fingir que não viu". É a imprensa que, em vez de cão de guarda, virou cachorrinho de madame, abanando o rabo para as migalhas que caem da mesa da Presidência da Câmara.

Perguntar não ofende (ou ofende?)
O que justifica pagar cinco vezes mais pelo mesmo serviço em dois meses? Por que o primeiro contrato durou apenas 40 dias? Será que o critério de escolha da empresa foi a eficiência ou a "amizade"?

Itapetinga cansou de ser a cidade onde o político ostenta e o povo sustenta. Enquanto os vereadores desfilam com seus cartões de chip padrão "Premium", o cidadão comum segue tentando entender como uma câmara de vereadores consegue gastar R$ 20 mil em plásticos sem que ninguém seja preso por isso.

A cara da nossa imprensa hoje é a cara da omissão. E a cara do povo de Itapetinga, se não acordar logo, continuará sendo a de quem paga a conta do banquete e não é sequer convidado para a sobremesa.

Abram os olhos: o cartão é deles, mas o prejuízo, como sempre, é seu.

É vida que segue...