Quem são os 48,5 mil eleitores de Itapetinga que vão às urnas em 4 de outubro

Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam o perfil demográfico, educacional e racial da "Capital da Pecuária" para o pleito de outubro.

TSE registra queda do números de eleitores de Itapetinga em comparação a eleição de 2022.

A contagem regressiva para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, já movimenta os bastidores políticos e a rotina dos cidadãos. Em Itapetinga, no sudoeste baiano, um contingente de 48.524 eleitores está apto a comparecer às urnas para escolher os próximos representantes para a Presidência da República, Senado, Governo do Estado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Mas, afinal, quem é o cidadão itapetinguense que tem o poder de decidir os rumos do país e da Bahia? O painel de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenha um retrato completo, diverso e curioso do eleitorado local.

Maioria feminina

Puxado por uma leve vantagem demográfica, o eleitorado de Itapetinga tem maioria feminina (53%), contra 47% de eleitores do sexo masculino. Essa diferença ganha contornos mais claros na pirâmide etária da cidade: enquanto os jovens se mantêm equilibrados entre os gêneros, a longevidade feminina faz com que as mulheres idosas representem a fatia dominante no topo da pirâmide.

48 mil eleitores e 5,4 mil filiados: o retrato de Itapetinga que envelhece para as eleições de 2026 

A faixa etária que concentra o maior volume de força nas urnas fica entre os 40 e 49 anos, com destaque para o pico exato na faixa dos 45 aos 49 anos. No total, a cidade conta ainda com uma base jovem englobando eleitores dos 16 aos 21 anos estimada em cerca de 3 a 4 mil pessoas. Destes, os jovens de 16 e 17 anos, assim como os maiores de 70 e os analfabetos, compõem o grupo de votantes facultativos (cerca de 6,2 mil pessoas), enquanto a esmagadora maioria (mais de 42,3 mil) tem voto obrigatório.

Queda no número de eleitores

Curiosamente, o colégio eleitoral itapetinguense registrou uma mudança de trajetória. Após doze anos de crescimento contínuo (entre 2010 e 2022, quando a cidade chegou a flertar com quase 50 mil eleitores), o número de aptos a votar sofreu uma queda de 1.373 pessoas em relação ao último pleito municipal de 2022, voltando ao patamar atual de 48.524. Especialistas apontam que o fenômeno pode ser fruto de uma rigorosa depuração cadastral feita pelo TSE (limpeza de títulos inativos ou duplicados) e de fluxos migratórios.

Em contrapartida, a cidade deu um show de modernização tecnológica: 92,16% do eleitorado (44.722 pessoas) já está cadastrado com a biometria, o que garante máxima segurança e agilidade no dia da votação, reduzindo a quase zero as chances de fraudes.

Raça, escolaridade e inclusão

Do ponto de vista sociológico, o retrato de Itapetinga é marcante:

•    Cor e Raça: A grande maioria da população se autodeclara parda (60,55%) ou preta (20,21%). Juntas, as duas categorias somam mais de 80% do eleitorado, refletindo a forte identidade afrodescendente da região.

•    Escolaridade: O grau de instrução concentra-se na base educacional. Cerca de 31,1% possuem o Ensino Fundamental incompleto (a maior fatia), seguidos por 26,66% com o Ensino Médio completo. Eleitores com nível superior completo representam 8,31% da base.

•    Estado Civil: Dois terços dos eleitores itapetinguenses (66%) declaram-se solteiros, refletindo uma população com forte presença de jovens e adultos em fase pré-familiar.

A pauta da inclusão e da diversidade também ganha espaço no sistema eleitoral da cidade. Estão cadastrados 11 eleitores com uso de nome social, 21 cidadãos transgêneros e cerca de 485 eleitores (1% do total) que demandam ou necessitam de intérpretes de Libras nas seções, exigindo atenção logística da Justiça Eleitoral para garantir o pleno direito ao voto de todas as minorias.