Pesquisa Quaest revela que 87% dos eleitores não querem entrar em grupos de campanha, e especialistas alertam: sem contato direto com o eleitor, o voto pode ficar pelo caminho nas eleições de outubro.
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| Grupos de WhatsApp de Itapetinga experimentam a rejeição dos internautas que optam por cara a cara com os políticos. |
A campanha eleitoral em Itapetinga está prestes a passar por uma reviravolta que muitos políticos não esperavam. Se antes a estratégia era disparar mensagens em grupos de WhatsApp para tentar conquistar votos sem sair de casa, a realidade agora impõe uma mudança radical de rota. Uma pesquisa nacional da Genial/Quaest, publicada pelo Portal G1, acendeu o sinal de alerta para os candidatos da cidade: o eleitor está cansado das mensagens automáticas e quer ver propostas, não apenas emojis.
O levantamento, realizado presencialmente com 2.004 brasileiros, mostra que 87% dos entrevistados não pretendem entrar em grupos de WhatsApp sobre política durante as eleições de 2026. Apenas 11% disseram que vão participar desses espaços, e 2% ficaram na dúvida. Esses números refletem exatamente o que os colunistas do IDenuncias já vinham percebendo em Itapetinga: o distanciamento dos eleitores dos cerca de oito grupos políticos ativos na cidade, que reúnem, em sua maioria, as mesmas pessoas trocando mensagens entre si, sem engajar a população de fato.
Para o eleitorado itapetinguense, a mensagem é clara: "chega de conversa fiada em aplicativo". A pesquisa nacional aponta que 63% dos brasileiros têm a intenção de acompanhar as entrevistas e os planos de governo dos candidatos, e 60% querem seguir o noticiário político. Ou seja, o interesse por informação existe, mas não dentro da bolha dos grupos de mensagens, onde muitas vezes reinam a desinformação e as fake news.
Porém, há um detalhe sobre os grupos políticos de WhatsApp de Itapetinga: ultimamente, eles têm dado preferência por notícias de outras cidades, na prática, eles acabam abandonando notícias locais que incomodam muitas vezes a classe política local.
Mas, a grande virada de jogo, no entanto, está nos números que mostram o desejo do eleitor por engajamento real. Apenas 24% dos entrevistados afirmaram que pretendem ir a eventos de rua em apoio a um candidato, enquanto 71% disseram que não têm essa intenção. Isso significa que, para conquistar os votos, os políticos não podem mais contar com comícios ou com o bombardeio de mensagens. Eles precisam ir até o eleitor onde ele está: na porta de casa, no comércio, ou seja, onde o povo está.
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O alerta para essa eleição é ainda mais forte para os correligionários e políticos locais. "Em Itapetinga, muitos sonhavam em fazer política sem sair de casa, usando apenas os dedos para digitar. A pesquisa da Quaest mostra que essa era uma ilusão. Quem não colocar os pés nas ruas, de casa em casa, de rua em rua, corre o sério risco de amargar uma derrota nas urnas de 04 de outubro", analisa o diretor da Quaest Felipe Nunes.
Os dados da Quaest também revelam que, enquanto os grupos de WhatsApp perdem espaço, a propaganda eleitoral gratuita ainda tem seu valor: 46% pretendem assisti-la. Já as redes sociais dividem opiniões, com 47% dispostos a acompanhar campanhas por lá e 48% que não farão isso.
Para os colunistas do IDenuncias, a mensagem final é que o eleitor de Itapetinga, assim como o resto do país, quer ser tratado com respeito e ouvir propostas concretas. O velho "corpo a corpo" volta a ser a ferramenta mais poderosa. "Gastar a sola do sapato" em vez de gastar os dedos no teclado do celular parece ser a nova e velha receita para quem busca uma vaga nos legislativos e Executivos.
A pesquisa Genial/Quaest, que tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, serve como um termômetro nacional, mas em Itapetinga, o termômetro já estava marcando febre. Os candidatos que insistem nos grupos de WhatsApp podem descobrir, no dia 4 de outubro, que o voto não chegou pelo Wi-Fi, mas ficou perdido no meio do caminho, enquanto o adversário apertava a mão do eleitor nas calçadas.

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