Quando o “cada um por si” vira regra na prefeitura: prefeito de Itapetinga assiste de camarote o próprio grupo minguar na largada da corrida eleitoral.
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| Prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDBO) filmagem para as redes sociais. |
Despreparo? Inabilidade política pura? Excesso de confiança em dose tóxica? As perguntas se acumulam quando tentamos decifrar os rumos políticos do prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB). O gestor parece comandar uma base que mais se parece com uma colcha de retalhos: falta apoio firme na Câmara de Vereadores e, para piorar o cenário, o descontentamento campeia dentro da própria administração municipal, de secretários a chefes de autarquias.
Na gestão de Eduardo, a máquina pública virou um clássico caso de “cada um por si, e Deus por todos”. A largada da corrida eleitoral foi dada, mas quem apareceu na frente ditando o ritmo não foi o alcaide com a chave do cofre municipal na mão. Não senhor.
Enquanto o deputado Antônio Brito (PSD) mobilizou tropas e lotou o entorno do Parque da Lagoa, o ex-prefeito Rodrigo Hagge (PSDB) não perdeu tempo. Partiu direto para um adesivaço e para o corpo a corpo com eleitores, impulsionando a candidatura a estadual de Wagner Alves (União Brasil), figura que, para completar o enredo, é marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos.
E o prefeito Eduardo Hagge com isso? Ah, o "Tiozão" bem que tentou organizar o seu próprio adesivaço. O resultado? Imagens que correram as redes sociais mostraram o evento completamente flopado, esvaziado, um verdadeiro fiasco. O motivo de tanta solidão política é simples: Eduardo permitiu que seus aliados com cargos de confiança na prefeitura fizessem o que bem entendessem, priorizando projetos alheios em vez de fechar fileira com os candidatos do próprio prefeito.
Parece que Eduardo tentou aplicar um replay da estratégia usada no passado pelo seu sobrinho e ex-prefeito, Rodrigo Hagge. Na eleição geral anterior, Rodrigo realmente deu liberdade para seus aliados apoiarem diferentes nomes para a Assembleia e a Câmara Federal.
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Mas há uma diferença monumental e fatal nessa aventura cronológica: no passado de Rodrigo, não havia um adversário de oposição tão nítido que exigisse lealdade férrea a um só bloco de deputados.
E mais, Rodrigo estava no segundo mandato e não podia concorrer de novo; logo, não tinha o peso de uma disputa municipal batendo à porta.
Hoje, a história é outra. Eduardo Hagge já tem um adversário claríssimo de olho na sua cadeira para 2029 e o detalhe irônico é que esse rival é justamente o seu próprio sobrinho, o artífice que o colocou na cadeira municipal em 2024.
No cardápio de apostas do prefeito, figuram nomes para estadual como Niltinho (PSD), Rosemberg Pinto (PT), Roberto Carlos (PV), Katia Bacelar (PDT) e o seu próprio candidato da casa, Carlinhos Sobral. Para federal, Eduardo implora por votos para Jayminho Vieira Lima (MDB). Contudo, a tropa de primeira hora do próprio prefeito prefere marchar com nomes como Neto Carletto (Avante) e Lídice da Matta e outros.
Enquanto isso, do outro lado, a oposição articula suas peças: Cida Moura (PSD) lida com os reflexos de seu antigo grupo político atraído pelas benesses e cargos da gestão municipal do Tiozão. Mas nas ruas, quem ganha tração e oxigênio é Rodrigo Hagge e Antônio Brito (PSD) turbinados após o corpo a corpo nos bairros da cidade.
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Em resumo: o prefeito Eduardo precisava de grupo forte para enfrentar o sobrinho prodígio. Ao escancarar as porteiras e deixar o palanque livre para os aliados escolherem quem quiser, entregou de bandeja o capital político para quem realmente sabe mobilizar a base que o elegeu.

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