Humilhados e furiosos, vereadores da base do Tiozão disparam: 'Eu não sou cachorro, não!'

Ao som de Waldick Soriano, aliados do prefeito Eduardo Hagge expõem crise na Câmara de Itapetinga, denunciam portas na cara e cobram respeito em pleno ano eleitoral.

Imagem de montagem (IA): de vereadores de Itapetinga da base aliada do prefeito de Itapetinga: Sol dos Animais, Valdeir Chargas, Pastor Evandro e Anderson da Nova.

O clima na base do prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB), o Tiozão, azedou de vez, e a sofrência agora tomou conta do Plenário da Câmara Municipal. Quem assistiu à sessão da última quarta-feira (02/08) jurava que estava em um boteco ao som de um clássico brega, de tão rasgados que foram os desabafos.

Inspirados pelo inesquecível Waldick Soriano, quatro vereadores da base do prefeito ‘Tiozão’ decidiram que "não merecem ser felizes nem tão pouco ser amados" desse jeito, revelando que estão cansados de viver tão humilhados e desprezados pelo secretariado indicado pelo governo que ajudaram a eleger. E tudo isso logo no ano eleitoral, momento em que o prefeito mais precisava da tropa unida, marchando e cantando o mesmo refrão.

A bem da verdade, a gestão municipal parece um verdadeiro disco arranhado. Nos bastidores, a guerra fria entre os secretários e os vereadores já toca em volume máximo, transformando a rotina política em um verdadeiro dramalhão.

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No centro do furacão está a Secretaria Municipal de Administração, comandada por Cristiane Coelho, apelidada nos corredores de líder de um "gabinete de contraespionagem" focado em caçar quem ouse respirar na direção do ex-prefeito Rodrigo Hagge (hoje, PSDB). Enquanto a paranoia consome a lealdade da base, os vereadores descobriram da pior forma que amar a gestão sem ser correspondido é a pior coisa do mundo.

A sofrência foi geral e ninguém poupou garganta para entoar as mágoas:

Vereadora Sol dos Animais (Solidariedade): Traiu antigos aliados de última hora para colar no Tiozão, mas hoje pena com portas trancadas. Sem ver cor de parceria para a causa animal, desabafou com o coração na mão: "Eu confesso que eu não sei mais o que fazer... pra mim já deu!" Amargou a solidão de quem foi trocada pelo silêncio do secretariado.

Vereador Valdeir Chargas (PSD): Promessas de cargos que nunca viraram realidade fizeram o edil perceber que o desprezo não escolhe lado. Mandou o papo reto para o chefe do Executivo: "Se esses grandes vereadores que votaram no prefeito estão aqui falando mal, isso significa que do jeito que tá aí, Eduardo (prefeito), você não vai a lugar nenhum."

Vereador Pastor Evandro (MDB): O interino perdeu a paciência com o autoritarismo de quem se acha dono da cadeira. Afiou o verbo e avisou que não nasceu para carregar piano dos outros: "Eu não estou aqui para ser muleta ou cavalinho de ninguém... Querem nos humilhar, e ainda pegam um de nós para bater foto!"

Vereador Anderson da Nova (União Brasil): Mirou direto na articulação da gestão e lembrou quem realmente traz voto da urna: "Prefeito Eduardo Hagge, abra o olho! Se continuar com esse jeitinho de gente descarada, eu vou para cima! Quem tem voto é vereador, e não secretário."

Entre promessas não cumpridas e gabinetes blindados, a base governista parece lembrar de cor os versos que embalam a revolta: "Tu devias compreender que, por ti, tenho paixão... mas eu não sou cachorro, não!"

Resta saber se o prefeito Eduardo Hagge vai conseguir trocar a vitrola e afinar esse coro antes que a sofrência vire divórcio político definitivo nas urnas e na Câmara de Vereadores.

É vida que segue...