Pesquisa Quaest divulgada na véspera da eleição mostra o petista com 52% dos votos válidos contra 48% de ACM Neto e acende o sinal amarelo no comando da oposição.
![]() |
| Governador Jerônimo Rodrigues (PT) em comício com presidente Lula (PT) em Salvador. |
Amanhã 4 de outubro, será domingo de eleição. E o que parecia improvável até poucas semanas atrás virou realidade: o governador Jerônimo Rodrigues (PT) chega ao dia do voto com chance real de vencer no primeiro turno.
A pesquisa Quaest, divulgada neste sábado pela TV Bahia, mostra o petista com 46% das intenções de voto contra 42% de ACM Neto (União Brasil). Parece pouco? Parece. Mas quando se olha apenas os votos válidos, ou seja, excluindo brancos, nulos e indecisos, o cenário muda de figura: Jerônimo tem 52% contra 48% do adversário.
Traduzindo para o português claro: se a eleição fosse hoje e esses números se confirmassem, a manhã, Jerônimo ganharia no primeiro turno. Sem segunda rodada. Sem mais dois ou três meses de campanha.
Sem desgaste.
Mas calma. Não é hora de soltar fogos nem de rasgar o veredito.
A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. Isso significa que Jerônimo pode ter entre 50% e 54% dos votos válidos. ACM Neto, entre 46% e 50%. Ou seja: a vitória no primeiro turno é possível, mas não é certa. Um segundo turno ainda está vivo na matemática e mais vivo ainda na cabeça de quem comanda a campanha do União Brasil.
O que chama atenção, no entanto, é o movimento. Jerônimo cresceu. ACM Neto estacionou. E a diferença entre os dois, que já foi confortável para o ex-prefeito de Salvador, hoje é de apenas 4 pontos no cenário geral um empate técnico que, na prática, significa que qualquer coisa pode acontecer neste domingo.
O dado mais revelador, porém, está nos indecisos: 5%. E nos brancos e nulos: 6%. Juntos, são 11% do eleitorado que ainda pode mudar o jogo. Se esses votos se distribuírem de forma equilibrada, a eleição vai para o segundo turno. Se migrarem em peso para Jerônimo, ele liquida a fatura hoje. Se forem para ACM Neto, a história vira.
A verdade é que a campanha do petista soube explorar o tempo de TV, o palanque do governador Jerônimo Rodrigues e a máquina pública. Já ACM Neto apostou todas as fichas no recall do nome, na rejeição ao PT e no voto antipetista. Funcionou por um tempo. Mas a pesquisa mostra que, na reta final, o vento mudou de direção.
Não se trata de uma vitória garantida. Trata-se de uma possibilidade real e, para os adversários, de um alerta vermelho.
Afinal, esse alerta se chama Lula, que pode provocar o voto casadinho como em eleições petistas passada.
Por que as pesquisas na Bahia não revelam tudo? A guerra dos números entre ACM Neto e Jerônimo
Neste domingo, as urnas vão falar mais alto do que qualquer instituto. Mas se os números da Quaest se confirmarem, Jerônimo Rodrigues pode entrar para o nohall dos governadores petista que viram o jogo na véspera e ganhou no primeiro turno uma eleição que muitos consideravam impossível.

Social Plugin