Pesquisa: cenário político para Eduardo Hagge é pior do que se imaginava

Entre o "zap" e a realidade: o Tiozão empacou e o Palácio de Ondina deve começar a temer perda de votos.

Pesquisa: cenário político para Eduardo Hagge é pior do que se imaginava
Atual prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB).

Dizem que a esperança é a última que morre, mas no mundo da política, ela costuma ser a primeira a ser atropelada pelos números. O clima nos corredores do poder em Itapetinga, que antes era de festa com prints de "73% de aprovação" circulando nos grupos de WhatsApp e Instagram, virou um verdadeiro drama novelesca.

A verdade é que o "Tiozão" Eduardo Hagge está vivendo um pesadelo estatístico. Enquanto seus aliados tentaram emplacar uma narrativa de popularidade nas nuvens, talvez confundindo desejo com realidade, os dados reais que devem chegar à mesa do governador Jerônimo Rodrigues contam uma história bem diferente.

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Eduardo, que meses atrás amargava módicos 7% de intenções de voto em simulação à reeleição em 2028, conseguiu a proeza de subir... dois pontos. Agora com 9%, ele continua preso ao fatídico "único dígito". É pouco para quem quer ser o nome de peso de Ondina na região. Para piorar, o estoque de indecisos secou: apenas 6%. Ou seja, não tem mais de onde tirar voto se não houver uma reviravolta digna de cinema.

Enquanto o Tiozão empaca, a concorrência voa. Cida Moura (PSD) já rompeu a barreira dos 50%, olhando todo mundo pelo retrovisor. E o tempero extra nesse drama familiar vem do sobrinho, Rodrigo Hagge. O ex-prefeito, agora sem partido e em rota de colisão com o tio, subiu para 26%. Esses levantamentos, mesmo diante do cenário, servem de parâmetro para testar o potencial de votos dos políticos.

E olha só que na corrida de 2026, Rodrigo Hagge, que é candidato a deputado estadual, demonstra votação explosiva, mostrando que será ruim para um Tiozão que até aqui tem dois candidatos a deputados estaduais e um federal, e não tem tantos votos para ofertar. Parece que a família Hagge vai ter que fazer divisão de mesa e de votos e o estoque do tio está mais para mísero que para milionário.

O racha no grupo "gabiraba" custou caro. Eduardo tentou dobrar o sobrinho, quis impor vontade sobre o clã, mas acabou ficando em uma posição desconfortável: encurralado entre a força de Cida e a rebeldia de Rodrigo.

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A estratégia de Ondina para 2026 agora parece um quebra-cabeça faltando peças. O governador Jerônimo Rodrigues, que apostava em Eduardo como seu grande General em Itapetinga, pode ter que recalcular a rota antes que o barco afunde de vez.

No fim das contas, a empolgação com os "73%" parece ter sido um belo truque de ilusionismo. A realidade das urnas é fria, calculista e, para o atual prefeito, está com uma cara nada amigável. Se a política é como uma partida de xadrez, Eduardo Hagge acabou de perder a rainha e está vendo o xeque-mate se aproximar antes mesmo do jogo começar para valer.

É vexame, é vida que segue...