Na pressão, Eduardo Hagge terá dificuldade em criar um grupo que possa chamar de seu

Quando o carisma do 01 gabiraba falha, a lista de presença da Secretaria de Administração vira o melhor cabo eleitoral da paróquia.

Na pressão, Eduardo Hagge terá dificuldade em criar um grupo que possa chamar de seu
Prefeito de Itapetinga reúne servidores em cargos na prefeitura sob ameça de exoneração.

A última reunião política em Itapetinga trouxe uma revelação científica fascinante: descobrimos que o prefeito Eduardo Hagge possui o incrível poder de teletransporte. Não de pessoas comuns, claro, mas de subordinados que temem o desemprego. No ápice de sua "soberania", o mandatário tentou vender a ideia de que possui um exército, mas o que vimos foi um agrupamento por decreto.

É comovente observar o esforço do nosso gestor. Diante da tarefa de montar uma base sólida e autêntica, ele parece um náufrago tentando construir uma jangada com palitos de dente usados. A dificuldade de Eduardo em consolidar um time que não dependa de contracheque é tamanha que, se ele der um "bom dia" na praça hoje, corre o risco de ouvir apenas o eco da própria voz, ou, quem sabe, o suspiro de algum servidor com medo de perder a boquinha.

Enquanto o prefeito jura que lidera, o Legislativo local resolveu fazer uma dieta rigorosa de "presença em palanque oficial". A conta é simples, mas dolorosa para o ego do Tiozão: Aos aliados reais: Dois (provavelmente por falta de GPS para encontrar a saída).

Aliados "terceirizados": Um secretário que trocou a cadeira de comando do legislativo municipal pelo conforto do cercadinho governamental. Isso é inédito! Trocar um poder para ser sulbalterno.

O resto: Estão todos ocupados demais descobrindo que o "mel" de outros candidatos é bem mais doce que o vinagre servido no paço municipal.

Prefeito Eduardo Hagge oficializa apoio ao pré-candidato de Geddel sob o olhar atento do RH

É de uma ironia cortante ver um MDB tão murcho. A debandada dos antigos companheiros de legenda deixou o prefeito numa posição invejável: a de um general que olha para trás e percebe que as tropas não estão marchando, mas sim correndo para o lado oposto, onde a grama (e a aprovação popular) é visivelmente mais verde.

Na falta de aplausos orgânicos, entra em cena a gestão do medo administrativo. O evento para o primo dos irmãos Vieira Lima, o Jayme Vieira Lima, foi um primor de espontaneidade agendada. Não era um encontro de correligionários; era uma reunião de condomínio obrigatória sob pena de multa. Os mais de 90% de presentes formavam a elite da "pressão interna", gente que bateu palma com o olho no relógio e o coração no extrato bancário.

"A popularidade de Eduardo está tão rasteira que, se ele pular de um degrau, é capaz de encontrar petróleo."

Tentar oxigenar uma candidatura natimorta com o oxigênio de quem está sendo sufocado pela obrigação é, no mínimo, um otimismo delirante. Eduardo Hagge quer desesperadamente um grupo para chamar de seu, mas por enquanto, ele só tem uma folha de pagamento para chamar de plateia.

Se a tendência continuar, a próxima convenção do prefeito será realizada em uma cabine telefônica, e ainda assim, ele terá que conferir se o telefone está grampeado para garantir que o aparelho não o abandone antes do fim da ligação.