Entre o desespero e a ingratidão, prefeito Eduardo Hagge tenta "ressuscitar" contas já julgadas pela Câmara para fritar o sobrinho que o elegeu.
![]() |
| Na imagem: atual prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB) e o ex-prefeito Rodrigo Hagge (sem partido), família em pé-de-guerra. |
Dizem que política é pior que reunião de condomínio, mas em Itapetinga, a coisa virou almoço de domingo de família italiana, só que com facas bem afiadas. O ano de 2026 mal começou e o "Prefeito Tiozão", Eduardo Hagge (MDB), já mostrou que sua resolução de Ano Novo é uma só: derrubar o próprio sobrinho, Rodrigo Hagge.
A tática da vez? O bom e velho "fake" de fundo de quintal familiar.
Circulou por aí, em blogs, a notícia de que a Câmara de Vereadores estaria prestes a julgar as contas de 2018 e 2019 de Rodrigo Hagge. O objetivo era claro: espalhar o boato de que o ex-prefeito poderia estar inelegível para concorrer a vaga de deputado estadual.
Vamos aos fatos (aqueles que o Tiozão esqueceu de mandar contar nos blogs aliados): Sim, o TCM rejeitou as contas na época. Mas, quem decide de verdade é o Legislativo, a Câmara já julgou e limpou a barra de Rodrigo há tempos. Não tem nada pendente, há não ser, as contas rejeitadas dos ex-prefeitos de Itapetinga José Marcos Gusmão, Michel Hagge e José Carlos Moura, que estão à espera de julgamento pelo plenário do Legislativo.
O que explica esse desespero? É o medo do vexame. Eduardo Hagge, que sentou na cadeira de prefeito graças ao apoio e ao capital político do sobrinho, resolveu aplicar o "golpe da ingratidão". Ele não só virou as costas para o mentor, como deu um "tapa" no grupo Gabiraba, expulsando os aliados históricos do próprio pai, Michel Hagge da Prefeitura.
O resultado? Eduardo está mais isolado que náufrago em ilha deserta: Na Câmara: O prefeito não tem força nem para escolher o cardápio do café, que dirá para obrigar o presidente Neto Ferraz (PDT) a pautar guerra familiar. No Partido: Os vereadores do MDB estão na bronca, sentindo-se traídos pelo "Tiozão". Nas Ruas: Eduardo trocou os aliados fiéis por ex-opositores que até ontem gritavam "fora" para ele.
Enquanto o prefeito tenta queimar o sobrinho com notícias falsas, o tiro está saindo pela culatra. O comentário nos bastidores é que a união entre Cida Moura e Rodrigo Hagge é apenas questão de tempo (março vem aí!).
Aliança Cida Moura/Rodrigo Hagge: tudo acertado, só falta anunciar
Em resumo, ao tentar minar a candidatura de Rodrigo a deputado estadual para evitar passar vergonha nas urnas, o Tiozão acabou criando o cenário perfeito para o seu próprio isolamento. Eduardo Hagge implodiu o grupo que o elegeu e agora assiste, de camarote, os antigos aliados migrarem para o lado do sobrinho.
Pelo visto, em Itapetinga, a sobremesa do Tiozão vai ser uma generosa fatia de "realidade política" e ela costuma ser bem amarga para quem esquece quem lhe estendeu a mão.

Social Plugin