Repercussão de mega-contrato de R$ 30 milhões deixa a gestão Eduardo Hagge de joelhos

Prefeitura alega herança maldita, contrato astronômico de terceirização incendeia as redes sociais e expõe fragilidade política do prefeito de Itapetinga.

Comunicação do prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge tenta conter estragos sobre contratação milionária.

A lua de mel do prefeito Eduardo Hagge (MDB) com o eleitorado de Itapetinga não apenas acabou; ela virou um pesadelo público com contornos de escândalo estadual. O que se viu nos últimos 5 dias foi um verdadeiro "nocaute" na credibilidade da gestão. O motivo? Um contrato de R$ 30 milhões para terceirização de mão de obra, a maior cifra já vista na história do município para este fim, que colocou a cidade no topo do noticiário baiano, mas do lado negativo da vitrine.

O estrago foi tão grande que a equipe de comunicação (Ascom) entrou em modo de desespero. Tentaram "explicar o inexplicável". A nota oficial, que circulou após a publicação do site IDenúncias ganhar as páginas do jornal A Tarde e de diversos portais do estado, foi um exercício de malabarismo retórico. Alegaram que o valor era apenas uma "espécie de caução" e que não gastariam tudo.

Prefeito de Itapetinga assina mega contrato de R$ 30 milhões para terceirização de contratações políticas 

Resultado? O tiro saiu pela culatra. Como diz o ditado popular: "quanto mais mexe, mais fede". A tentativa de dourar a pílula nas redes sociais só serviu para atiçar ainda mais a fúria dos contribuintes, que não engoliram a justificativa.

A tropa de choque do prefeito, os blogs aliados, tentou vender a ideia de que a terceirização via CLT é um benefício para o trabalhador. Mas o povo de Itapetinga sabe fazer conta. A lógica é cruel: um prestador que custaria R$ 3 mil pode acabar saindo pelo dobro do preço para os cofres públicos. É o dinheiro da pavimentação, do remédio que falta nos postos e da saúde pública que capenga, indo para o ralo da burocracia milionária.

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É uma bofetada na cara do cidadão ouvir que não há recursos para a saúde enquanto se assina um cheque de R$ 30 milhões para empresas de mão de obra.

O que mais irrita o itapetinguense é a contradição escancarada. Eduardo Hagge passou os primeiros dias de governo reclamando das dívidas deixadas pelo sobrinho, o ex-prefeito Rodrigo Hagge, usando isso como escudo para o declínio da saúde pública. Agora, surge um contrato que pode sugar até 40% da capacidade de investimento anual da própria saúde.

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O cenário é desolador para o governo: a saúde em crise leva a faltar o básico nas unidades. Isso colocou as redes sociais em chamas, com críticas pesadas e perda de apoio popular. Resultado? A gestão ficou de joelhos, com apenas um ano de mandato, Eduardo Hagge experimenta um desgaste que muitos governos só sentem ao final de quatro anos.

Se a intenção era mostrar eficiência, o prefeito conseguiu apenas isolamento. A "surra" virtual que a gestão levou esta semana deixou marcas profundas. Restam três anos de mandato, e o combustível para a oposição foi entregue de bandeja. O contribuinte, esse, sim, segue pagando a conta de uma gastança que ninguém pediu, mas que agora todos comentam.