Indústria e comércio são os setores que mais cortaram vagas; construção civil foi a única a contratar em janeiro.
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| Centro Comercial de Itapetinga, Bahia |
O mercado de trabalho formal em Itapetinga vive um momento delicado. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na terça-feira (3/03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o município completou em janeiro o terceiro mês consecutivo com mais demissões do que contratações.
No primeiro mês de 2026, foram 493 admissões contra 666 desligamentos, resultando num saldo negativo de 174 postos de trabalho com carteira assinada. O número se soma aos resultados ruins de novembro (40 demissões) e dezembro (247 demissões) do ano passado. No total, o período acumula 460 vagas formais fechadas na cidade.
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E a expectativa para os próximos meses não é nada animadora. As previsões para fevereiro indicam que o município pode registrar o quarto mês consecutivo de saldo negativo no emprego formal. Os dados referentes ao mês de fevereiro serão divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no próximo dia 30 de março.
Indústria lidera cortes
Dos cinco setores da economia analisados pelo Caged, quatro fecharam mais vagas do que abriram em janeiro. A indústria foi a mais afetada, com 303 contratações e 410 demissões – saldo negativo de 107 postos de trabalho. Com isso, o setor industrial da cidade passou a empregar 9.966 pessoas com carteira assinada.
O comércio também sentiu o impacto da retração nas vendas e registrou 57 admissões contra 114 desligamentos, fechando 61 vagas. Atualmente, o setor conta com 2.440 trabalhadores formais.
O setor de serviços praticamente não mudou de tamanho: contratou 74 e demitiu 75, saldo negativo de apenas um posto. A área mantém 4.410 empregados com carteira assinada.
A agropecuária também fechou vagas em janeiro, com 15 contratações e 27 demissões, saldo negativo de 12 postos. O setor agora tem 668 trabalhadores formais.
Construção civil é exceção
O único setor que contratou mais do que demitiu em janeiro foi a construção civil. Foram 48 admissões e 40 desligamentos, saldo positivo de oito novas vagas formais. O estoque do setor é de 357 trabalhadores com carteira assinada.
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Os dados do Caged são considerados a principal radiografia do emprego formal no país, por registrar mensalmente a diferença entre contratações e demissões em todos os municípios brasileiros.
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