Prefeito Eduardo Hagge em apuros com Geddel na mira do STF e próximo de ACM Neto

 O "fantasma" das corrupções dos Vieira Lima assombra a Prefeitura de Itapetinga.

Prefeito Eduardo Hagge em apuros com Geddel na mira do STF e próximo de ACM Neto
Na imagem: Geddel Vieira Lima (MDB) e o prefeito de Itapetinga Eduardo Hagge (MDB).

A política na Bahia é conhecida por reviravoltas, mas o cenário atual em Itapetinga é de suspense eletrizante. O prefeito Eduardo Hagge (MDB) está vendo sua estratégia política se transformar em um verdadeiro "nó cego". De um lado, o retorno de investigações pesadas contra seus principais aliados; do outro, uma briga familiar que pode deixá-lo em uma situação extremamente constrangedora e difícil.

O clima esquentou com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retomar o inquérito contra os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima. A suspeita de lavagem de dinheiro através da venda de gado voltou ao topo da pauta.

Com Eduardo Hagge, Itapetinga vira quintal de Geddel 

Isso é um balde de água fria para Eduardo Hagge. O prefeito planeja apoiar Jayme Vieira Lima (MDB) para deputado federal. Jayme, embora seja primo dos irmãos Vieira Lima, é um nome pouco conhecido na cidade. Com o avanço das investigações no STF, a oposição já prepara o discurso: vai ligar o nome de Jayme ao histórico polêmico da família, o que pode "queimar" a candidatura antes mesmo de ela decolar.

Enquanto lida com o desgaste externo, Eduardo enfrenta uma guerra dentro de casa. O prefeito rompeu com o próprio sobrinho, o ex-prefeito Rodrigo Hagge. A briga foi motivada pelas escolhas para as eleições estaduais: Eduardo Hagge: Foi irredutível e decidiu apoiar o grupo petista de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner. Rodrigo Hagge: Preferiu seguir com ACM Neto (União Brasil).

Rodrigo agora é oposição declarada ao tio e já costura uma aliança poderosa com a líder opositora Cida Moura (PSD), além de fazer dobradinha com o deputado federal Antônio Brito (PSD) na eleição de outubro.

O maior risco para Eduardo Hagge não é apenas a derrota, mas o ridículo político. Correm boatos fortes de que o governador Jerônimo Rodrigues pode "dar um chute" no MDB para acomodar aliados do senador Otto Alencar (PSD) na vice-governadoria em 2026.

Se o MDB for chutado da base do governo, o caminho natural de Geddel e Lúcio Vieira Lima é pular para os braços de ACM Neto. Caso isso aconteça, a situação de Eduardo Hagge ficará indefensável: Ele brigou com o sobrinho porque não queria apoiar ACM Neto. Ele se manteve fiel a Geddel para apoiar o PT. No fim, ele pode ver seus próprios líderes (Geddel e Lúcio) abraçados com ACM Neto.

O prefeito Eduardo Hagge parece ter apostado todas as suas fichas em uma mesa que está prestes a virar. Isolado da família e preso a aliados que podem mudar de lado a qualquer momento, o gestor de Itapetinga corre o risco de ser o último a saber que a festa acabou. Se o processo no STF correr rápido e a chapa estadual mudar, o "nó" que Eduardo deu na própria política pode acabar virando um laço difícil de desatar.