Sem surpresa: Lula repete vitória, Jerônimo derrota ACM Neto e PT leva Senado já no 1º turno

Com força total de Lula e debandada de prefeitos de direita, Bahia desenha "paredão" petista para liquidar a fatura sem necessidade de nova votação.

Sem surpresa: Lula repete vitória, Jerônimo derrota ACM Neto e PT leva Senado já no 1º turno
Força petista baiana: ex-governador Rui Costa (PT), governador Jerônimo Rodrigues (PT), e o ex-governador e senador jaques Wagner (PT).

Se você esperava fortes emoções como no passado em mais uma, reviravoltas cinematográficas nas urnas baianas em 2026, pode tirar o cavalinho da chuva. O cenário que se desenha, reforçado pelos números da última pesquisa Quaest, aponta para um "repeteco" do domínio petista, mas com um detalhe que faz toda a diferença: desta vez, o jogo deve acabar logo no primeiro tempo.

Diferente de 2022, quando a contagem de votos levou a disputa para o segundo turno numa agonia que durou até os últimos minutos, o clima agora é de decisão antecipada. A "estratégia de neutralidade" que ACM Neto usou no passado ficou para trás; ao se posicionar contra o presidente Lula e tentar uma terceira via com Ronaldo Caiado, Neto parece ter batido de frente com o "rei" da Bahia.

O Fator Lula: 8 em cada 10
Na Bahia, o prestígio de Lula não apenas se mantém, como ameaça bater recordes. Se em 2022 o presidente já havia passado dos 70% dos votos válidos, a expectativa agora é de uma goleada ainda maior. Nos bastidores, a conta é simples e impressionante: a cada dez eleitores baianos, oito estão com Lula.

Essa "onda vermelha" é o que sustenta o favoritismo de Jerônimo Rodrigues. Embora a pesquisa aponte um empate técnico numérico (41% para ACM Neto contra 37% para Jerônimo), o diretor da Quaest, Felipe Nunes, já deu o alerta: a probabilidade de definição no 1º turno é alta. Jerônimo conta com 56% de aprovação do seu governo e, mais importante, com a fidelidade do eleitor, 58% dos seus votantes garantem que não mudam de opinião.

A Debandada dos Prefeitos
O termômetro mais real da política não está apenas no papel, mas nas prefeituras do interior. Sentindo o cheiro da vitória petista, muitos prefeitos que antes apoiavam ACM Neto abandonaram o barco do União Brasil para se abrigar sob o guarda-chuva de Jerônimo. Em 2022, o atual governador venceu em 341 das 417 cidades baianas; em 2026, com a máquina na mão e o apoio de Lula, esse mapa deve ficar ainda mais "estrelado".

Senado: Força Máxima
Se para o Governo a disputa ainda ensaia um equilíbrio, para o Senado a situação é de domínio absoluto. O PT escalou seus dois "pesos-pesados": os ex-governadores Rui Costa (24%) e Jaques Wagner (22%).

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Mesmo com índices de rejeição que acompanham quem está no poder há muito tempo, a dupla navega na vontade do eleitor baiano de ter representantes alinhados com o Palácio do Planalto. Segundo a Quaest, quase metade dos baianos quer senadores que sejam aliados de Lula. João Roma (PL) e o senador Ângelo Coronel (PSD) aparecem bem atrás, com 9% e 6%, respectivamente, reforçando que as duas vagas já parecem ter dono.

A Bahia caminha para consolidar, de uma vez por todas, o seu posto de principal reduto petista do Brasil. Para a oposição, resta a dura tarefa de tentar furar uma bolha que, ao que tudo indica, está mais sólida do que nunca. Sem surpresas, sem sustos e, ao que parece, sem segundo turno.