Após 8 meses consecutivos de aberturas de vagas, Itapetinga volta a registrar desemprego

Queda no desempenho da indústria calçadista em novembro acende alerta para a economia local no fim de 2025.

Após 8 meses consecutivos de aberturas de vagas, Itapetinga volta a registrar desemprego
Centro Comercial de Itapetinga - Alameda Rui Barbosa.

Depois de uma sequência positiva que durou quase todo o ano, o mercado de trabalho em Itapetinga fechou o mês de novembro de 2025 no "vermelho". Segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, a cidade registrou o fechamento de 42 postos de trabalho com carteira assinada.

O resultado é fruto de 520 contratações contra 562 demissões. Com essa queda, o estoque total de trabalhadores formais na cidade passou a ser de 18.257 pessoas de carteira de trabalho.

A economia de Itapetinga tem uma forte dependência da indústria calçadista, representada principalmente pela Vulcabrás Azaleia. Quando a produção industrial perde o fôlego, o impacto é sentido rapidamente em toda a cidade. Em novembro, a Indústria foi a principal responsável pelos números negativos, registrando a demissão de 38 trabalhadores.

Outros setores que também registraram perdas foram: Agropecuária: 21 demissões, Construção Civil: 6 demissões.

Os números de novembro só não foram péssimos, graças ao Comércio, que aproveitou as movimentações de fim de ano para abrir 18 novas vagas. O setor de Serviços também teve um saldo positivo, embora tímido, com a criação de 5 postos de trabalho.

Apesar do tropeço em novembro, o ano de 2025 ainda apresenta um saldo positivo. Após um início de ano difícil (janeiro e fevereiro), a cidade engatou uma recuperação impressionante a partir de março, chegando a gerar 2.139 novos empregos ao longo do período de alta.

Itapetinga perde fôlego nas contratações e cria 106 vagas de empregos em outubro.

No entanto, o sinal de alerta está ligado. As previsões para os números de dezembro não são animadoras, segundo comerciantes e prestadores de serviços a expectativa é que o ano termine com mais fechamentos de postos de trabalho, consolidando a desaceleração econômica iniciada no penúltimo mês do ano.