Projeto aprovado e veto derrubado: programa que garante refeições diárias a famílias pobres entra no orçamento após embate entre Câmara e Prefeitura.
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| Ex-presidente da Câmara de Itapetinga e atual vereador Valquirio Lima (MDB) |
Em um episódio que expôs divergências políticas e a pressão por ações sociais, Itapetinga terá, a partir de 2026, o programa "Marmita Solidária", maior iniciativa municipal de combate à fome. A conquista, no entanto, veio não por iniciativa do prefeito Eduardo Hagge (MDB), mas após uma batalha legislativa liderada pelo vereador Valquírio Lima, o Valquirão (MDB), que viu seu projeto ser aprovado, vetado pelo chefe do Executivo e, finalmente, ter o veto derrubado pela Câmara.
O projeto de lei, que destina R$ 310 mil ao programa no orçamento do próximo ano, garante umas refeições diárias (a "marmita solidária") a famílias em situação de vulnerabilidade extrema. A justificativa do prefeito para o veto foi o "argumento de gerar despesas à Prefeitura". A decisão levou a um racha na base governista, testando a fidelidade partidária contra a pressão social.
Marmita: o que leva vereadores petista, pastor e ativista social a votar contra uma lei de combate a fome
A derrubada do veto foi um golpe de mestre político. Sob forte repercussão negativa após a divulgação dos detalhes do impasse pelo IDenuncias, vereadores que inicialmente apoiaram o prefeito recuaram. Casos como o do vereador pastor Jean Doriel (PL), que se diz "prestador de serviços evangélico à comunidade pobre", mas que teria votado a favor do veto, geraram mal-estar. Os votos surpreendentes das vereadoras Sibele Nery (PT) e da ativista social Manu Brandão (MDB) a favor do veto prefeito causaram espanto para políticos que sempre semearam ações sociais em prol dos necessitados.
Com a derrota no plenário, o então presidente da Câmara, Luciano Almeida (MDB), foi obrigado a promulgar a lei da ‘marmita solidária’. Fontes do legislativo avaliam que o embate consolidou Valquirão como liderança interna, vista pela administração como uma pedra no sapato da administração.
Marmita Solidária põe prefeito Eduardo Hagge e vereadores aliados ‘de joelhos’ nas redes
Agora, sob os holofotes da mídia e com a verba garantida por lei, a pressão popular se transfere para a prefeitura. "Será muito difícil o prefeito Eduardo Hagge tentar não implantar o programa de combate à fome", avalia o texto que detalhou o caso. A "marmita solidária" de 2026 nasce, portanto, como uma vitória do legislativo sobre o executivo, um projeto de assistência que carrega o nome de um vereador e o peso de u m desgaste político para o prefeito Tiozão.

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